Hoje meu post terá caráter pessoal e bem diferente da proposta inicial do blog. Se bem que, não sei até que ponto falar sobre maternidade, força e coragem não diz respeito a 90% dos meus leitores (claro, blog de moda= maioria de mulheres). Enfim, o fato é que ontem, a notícia de que Angelina Jolie, maior símbolo sexual da atualidade, havia realizado uma mastectomia dupla (retirada dos seios) deixou o mundo inteiro boquiaberto. Hein??? Atriz de Hollywood, linda, milionária, casada com outro símbolo sexual, com filhos e uma família perfeita... pessoas assim têm problemas??? Sim, no fundo, é o que todos pensam. Estamos acostumados a vê-los em filmes, programas de TV e tão longe da nossa realidade, que por um momento até chegamos a acreditar que se trata também de pessoas fictícias. Mas o que esquecemos é que pessoas, de carne e osso, não são imaginação nem invenção de um produtor de cinema. Elas têm problemas como todos nós, sentem medo, insegurança, angústia, podem adoecer... Por isso, quando corajosamente Angelina revelou ao mundo o que havia passado enquanto mulher - de carne e osso - esposa e mãe, me tornei verdadeiramente sua fã. Confesso que pensei de início: Mas como gente, uma pessoa de tantos recursos e possibilidades tomou uma decisão tão radical como essa? Será mesmo que não havia outra saída? Por conta de uma estatística apontada por um exame médico (segundo esse exame, a atriz teria cerca de 87% de chances de desenvolver câncer de mama e cerca de 50% de chance de desenvolver câncer de ovário), seria mesmo necessário retirar o maior símbolo de feminilidade de uma mulher? Aliás um não, dois?! Daí, assisti a uma entrevista de uma especialista dizendo que essa decisão de Jolie não teve nada de precipitada, que era a melhor escolha num caso como esse, para garantir sua sobrevivência.
No artigo intitulado My Medical Choice, Angelina explicou que sua mãe havia lutando contra um câncer de mama por quase uma década, mas perdeu a batalha e morreu jovem, aos 56 anos. A atriz disse então, que procurou garantir aos seus filhos que a mesma doença não a tiraria deles.
No artigo intitulado My Medical Choice, Angelina explicou que sua mãe havia lutando contra um câncer de mama por quase uma década, mas perdeu a batalha e morreu jovem, aos 56 anos. A atriz disse então, que procurou garantir aos seus filhos que a mesma doença não a tiraria deles.
Foi como um "clic" na minha cabeça. De repente, a situação se tornou clara e transparente. Havia entendido tudo. Não se tratava tão somente de vaidade, de ser mulher ou qualquer coisa do gênero. Tratava-se de INSTINTO MATERNO. Sim, o único instinto existente na face da Terra capaz de fazer Jolie tomar uma decisão tão difícil. Acima da mulher maravilhosa, rica, influente, símbolo sexual e atriz de Hollywood, existia a MÃE.
Voltei no tempo - literalmente - e na minha própria história, por isso disse que o post também tinha caráter pessoal. Perdi minha mãe por conta de um câncer raro e sem cura. O que havia no caso dela, eram tratamentos (paliativos) que talvez prolongassem um pouco mais sua vida. Tratamentos por vezes dolorosos, ( o tumor na cabeça atingiu sua visão e ela necessitou fazer uma espécie de quimioterapia nos olhos também) mas que em nada tiraria sua fé na vida e em sua cura. Ela não sabia do seu real estado. Nem nós, suas filhas. O restante da família achou por bem agir dessa forma para que nós aproveitássemos melhor o tempo que nos restava juntas.
Assim foi. Contrariando as previsões médicas, que afirmavam que ela teria no máximo 06 meses de vida, ela viveu por mais 02 anos. Quando questionado a respeito em dado momento, seu médico não titubeou: "ela ainda está viva por causa das filhas."
Agora vocês entendem o que o amor de mãe é capaz de fazer? Agora dá pra entender a atitude de Angelina Jolie? Pois eu digo que sim, é perfeitamente compreensível sua escolha. Minha mãe teria feito exatamente a mesma coisa se soubesse que isso salvaria sua vida e permitiria ficar conosco bem mais que seus 51 anos. O ser MÃE é mais que um símbolo sexual desejado por todos. É mais que uma atriz e personalidade influente de Hollywood. Mais que uma mulher rica e casada com Brad Pitt. O Ser MÃE chega a passar por cima do Ser MULHER para estar perto dos seus filhos e protegê-los. Porque amor de mãe meus caros, está acima do bem e do mal. Acima da fama e da vaidade ou de qualquer coisa que o dinheiro possa comprar. Amor de mãe não é filme de cinema. Amor de mãe é real e verdadeiro.

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